O cheiro de poeira de algum sebo ou aquele plástico inconveniente que embala o cd, a capacidade da imagem tornar a canção algo físico e a estante mais colorida pela diversidade trazendon uma identificação capaz de fazer o colecionador passar horas envolvido alí ouvindo, tocando e olhando. Não fosse o lado emocional da coisa, a identificação proporcionada também pela imagem, os downloads já teriam jogado vinis e cds para escanteio. Independente da facilidade de se baixar qualquer álbum, existe cada vez mais a necessidade de consumir algo além da música, qualquer coisa capaz de acompanhá-la.
A música é a arte completa, sensorial e performática. Por ela, o ser humano é capaz de definir seus interesses e formar grupos para consumo ou produção cultural, que está cada vez mais acessível. É possível revisitar outras décadas, desconstruir e reconstruir mesmo dentro de casa, com alta qualidade. Tal facilidade faz com que o mainstream não seja mais a única forma de se chegar ao público. Por isso, a imagem é uma referência forte de aproximação entre produtor e ouvinte.
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